No dia do evento terá um stand com material à venda para ajudar nosprojetos do CORA.
quarta-feira, 14 de março de 2012
I Escola de pais
O CORA está iniciando um novo projeto que é a Escola de pais.O Objetivo é instruir, orientar pais de pessoas com TGD. A entrada é franca.
"A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado”. — Provérbios 11:25
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Pai cria programa de iPad para ajudar filha com tumor no cerébro a aprender a escrever
Sean Connolly e família (Foto: MailOnline)
O funcionário público inglês chegou a testar aplicativos disponíveis na AppStore, voltados para a educação, mas ficou insatisfeito com os resultados. Precisando incentivar ao máximo a cognição da filha doente, resolveu ele mesmo desenvolver uma proposta mais bem acabada de aplicação, voltado para a alfabetização. O aplicativo, Share My ABCs, deu tão certo que virou uma iniciativa comercial.
O Share My ABCs tem uma mecânica simples: ele mostra figuras de animais e ensina a diferença que há entre uma letra minúscula e maiúscula. Além disso, o software permite que a criança escreva o nome da figura, deslizando o dedo na tela e, assim, escrevendo o contorno das letras que formarão as palavras.
Sean desenvolveu a ideia e a apresentou para uma empresa de desenvolvimento de apps. A ideia rende à família de Sean 25% do lucro com os downloads do serviço, disponível para download em vários países.
Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/12/pai-cria-programa-de-ipad-para-ajudar-filha-com-tumor-no-cerebro-aprender-escrever.html
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Ensino especial ajuda no tratamento de autistas
| Ensino especial ajuda no tratamento de autistas Escola Classe da 405 Norte mostra bons resultados no acompanhamento de portadores do transtorno Ana Carla Rocha |
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O evento foi organizado pelas professoras, mas são os alunos que conduzirão as atividades. A peça Na nossa escola todo mundo é igual foi produzida pela professora Joelma Esteves, mas ela adianta que os alunos têm total liberdade na atuação. A idéia é que os autistas tenham um momento de interação com o restante das crianças. Os alunos também assistirão ao filme Uma lição de amor, cuja história narra a vida de um autista, suas dificuldades e o convívio com os demais.
De cada 500 crianças que nascem, uma apresenta algum grau de autismo. E, em cada quatro, uma é do sexo masculino. No Distrito Federal, estima-se que haja quase 5 mil portadores do transtorno. Ainda não existe um estudo preciso sobre as causas e cura da síndrome. O diagnóstico é feito por meio de observação. Porém, muitos médicos ainda não estão suficientemente preparados para identificar a doença e a rede pública de saúde ainda engatinha na oferta de tratamento. O que se sabe é que os autistas apresentam certo tipo de dificuldade na aprendizagem devido a um deficit de inteligência. Mas muitos deles têm melhoras significativas quando recebem um acompanhamento correto, por meio de psicoterapias e, principalmente, com a educação especial.
A Escola Classe 405 Norte, que já foi exclusivamente de alunos autistas, é muito procurada devido ao tratamento e acompanhamento que oferece aos alunos portadores da síndrome. "A maioria dos alunos já chega aqui com o laudo e nós encaminhamos para a classe mais adequada", informa a diretora Raquel Sampaio.
Raquel foi professora de autistas por nove anos a assumiu a direção da escola no início de 2008. Ela explica que as classes são divididas em três tipos: classes especiais, classes de integração inversa e as regulares. As especiais são compostas exclusivamente de autistas. As de integração inversa são mistas, porém com número menor de alunos. As regulares também têm alunos autistas, mas a turma é maior. Geralmente, as crianças são encaminhadas primeiro para as classes especiais. Caso a professora note que o aluno tem um grau mais brando do transtorno, ele avança para a classe de integração inversa.
As classes especiais comportam até cinco crianças com duas professoras. As salas possuem móveis encostados nas paredes, abrindo espaço para os alunos, e evita-se o uso demasiado de cores, pois isso os incomoda. A classe integração inversa admite no máximo 15 alunos sem a síndrome e até três autistas. É uma fase de transição importante para o autista, pois ele passa a ter contato com crianças do ensino regular. O número de alunos é reduzido para que a professora possa desenvolver melhor seu trabalho. Na classe regular, a quantidade de alunos sem o transtorno pode aumentar para até 28. "Já houve casos em que o aluno nem passou pela integração inversa, foi direto para a classe regular", conta Raquel.
| Ana Carla Rocha |
| Professora Joelma mostrando as atividades |
O transtorno
O autismo é uma síndrome comportamental cujos sintomas aparecem antes dos 3 anos de idade. O portador apresenta dificuldades de se relacionar, deficit na comunicação, hábitos repetitivos, apreciação da rotina, dificuldade em manter contato visual, preferência por estar só, incapacidade de identificar situações de perigo, apego a objetos, repetição de palavras, rejeição a carinhos, dificuldade nos métodos normais de ensino. Quanto mais cedo esses sintomas são identificados, melhor para a criança, pois ela pode ser encaminhada para uma escola preparada para recebê-la. Com o acompanhamento, a criança pode se desenvolver e mostrar melhoras.
Ajuda
Asteca:Associação Terapêutica e Educacional para Crianças Autistas Granja do Riacho Fundo,EPNB km 04 Área Especial s/nº - Riacho Fundo Brasília - DF Telefone(s):(61) 399 4555
A Tecnologia Digital ajuda a vencer as barreiras do Autismo
Roberta Corrêa e Priscilla Dib
Artigo publicado no Guia da Internet.br em março de 1998

VIZUALIZAÇÃO VIVIDA
Artigo publicado no Guia da Internet.br em março de 1998
Dentro do conceito de autismo que é passado para os alunos nos cinco anos necessários até se concluir uma graduação em Psicologia , está a noção de que se trata de um distúrbio no desenvolvimento da criança , um problema que provoca limitações na área social , apresentando contudo maior capacidade para a execução de tarefas específicas em relação às pessoas não- autistas . Ou seja, o indivíduo que sofre de autismo tem dificuldades em interagir com o meio externo. E quando o faz, é através de comportamentos absolutamente estereotipados e repetitivos. A rotina é uma coisa importante na vida do autista . E como exemplo, a professora sempre citava o filme Rain Man , onde Tom Cruise recebia de herança um irmão autista que decorava a lista telefônica , maravilhosamente interpretado por Dustin Hoffman .
Mas os tempos mudaram e se alguém acha que não há ligação entre coisas aparentemente tão distantes como computador e autismo , está enganado. Investigando na Internet , chega-se a surpreendentes informações sobre como o mundo binário da computação pode ser um lugar de destaque para autistas , espaço mágico onde eles se superam e se expressam. Impressionado ? Procurando mais um pouquinho , descobrimomos que , só no Brasil , existem quase 200.000 autistas de acordo com a ASA - Autism Society of America. Isso quer dizer que há uma população inteira de pessoas possuidoras de habilidades tão específicas quanto geniais para determinado tipo de tarefa , a exemplo de nosso amigo Rain Man.
A idéia é poder dizer que esta nova tecnologia está sendo usada para lidar e tratar de antigos problemas . "Autismo envolve um estilhaçamento nas capacidades", diz Joel Smith , diretor executivo da Associação de Serviços ao Autista , em Wellesley , Mass . "No retardamento mental ," continua ele , "o desenvolvimento é de um nível baixo como um todo . Mas em autismo , você tem algumas áreas com níveis muito , muito alto e outras de baixo" . E é nessas áreas de nível elevado em que eles resolvem problemas matemáticos , quebra-cabeças e realizam tarefas complicadas e aparentemente sem soluçã.
Um belo dia , foi descoberto que os autistas apresentam enorme afinidade para atividades concretas . Aliás , quanto mais concreto e repetitivo for o trabalho , tanto melhor ! É aí , exatamente nesse ponto , que entra o computador . Essa fabulosa ferramenta tecnológica se mostra extremamente amigável aos olhos dos autistas , pelo fato de apresentar uma lógica rígida . A resolução de um problema em determinado programa de computador aparece quase sempre igual , como numa equação matemática . Alguns autistas chegam , inclusive , a se definir como computadores que simulam o ser humano, decodificando o mundo externo como a máquina o faria. Aí fica fácil , porque se trata de um instrumento tranqüilamente adaptável à forma que essas pessoas tão especiais têm de ver e compreender o mundo .
Por contarem com um pensamento estritamente visual (visualização vívida) , um alto poder de concentração e uma ótima memória , os autistas podem fazer do computador seu ganha-pão , e se utilizam da Internet para travar relações com o que lhes é mais apavorante : o mundo externo . O trabalho no computador se caracteriza por ser essencialmente solitário , daí a afinidade . Além disso , pela dificuldade em manter contato interpessoal , muitos autistas estabelecem relações sociais via e-mail .
Temple Grandin , que também é autista , descreve sua memória como sendo em forma de imagens e diz poder visualizá-las como se estivesse em uma página da Web . O pensamento dessas pessoas incrivelmente capazes é puramente visual , tal qual uma tela do Windows ou uma página da Internet . Qualquer informação muito gráfica , ou seja , que contenha muitas imagens , é rapidamente armazenada por eles . E nas palavras de Grandin , "eu não posso imaginar um envelope marrom se nunca tiver visto um antes".
Quando o computador passa a fazer parte do universo interno e inacessível do autista , ele se torna um poderoso instrumento de trabalho . Sara R. S. Miller é programadora de computador com habilidade para detectar qualquer problema no código binário , desde que já tenha visto aquele programa pelo menos uma vez na vida . Ela tem 42 anos, é presidente da Nova Systems em Milwaukee e é autista . Sara diz que sua visão do mundo é uma interpretação preta-e-branca da realidade,assim como no computador , que só existe o on e o off , sem o meio termo .
Autistas com as mesmas potencialidades de Sara muitas vezes ficam de fora do mercado de trabalho de informática devido ao desconhecimento das pessoas quanto a esta habilidade , além da própria dificuldade dos portadores de Autismo em interagir socialmente . Eles dizem que o computador e a Internet podem proporcionar e facilitar uma melhor participação deles no mercado de trabalho , na construção de senso de valores e bem-viver .
Assim se torna fácil compreender a afirmação de Martijin Dekker , autista de 23 anos , que se diz obcecado por computador desde os 11 anos de idade . Através da máquina , ele utiliza capacidades que poderiam ser esquecidas , se não fosse a tecnologia . Tecnologia essa que , quando associada à Internet , rompe as barreiras do corpo-humano , aproxima aqueles que distanciam geográfica e fisicamente , traz à tona o intelecto . Dekker controla um grupo de apoio aos autistas na Internet . "Grupos como o meu parecem concordar com o mito de que autistas não querem contato humano , mas , ao contrário , os grupos e a Internet nos mostram que somos capazes de formar contatos muito profundos e significativos" , diz ele .
No sentido de re-inserir essas pessoas ao convívio social e ao mercado de trabalho , o computador é um instrumento poderoso . Graças a ele e à Internet , os autistas tem uma nova possibilidade de mudar seu destino de abandono e não-aproveitamento de suas capacidades especiais .
Fonte: http://www.autismo-br.com.br/home/Psicolog.htm
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